domingo, 21 de fevereiro de 2010

Narciso relembra virada do Santos sobre o Corinthians

* Texto originalmente publicado no site da Federação Paulista de Futebol no dia 02/09/2009

Por Vitor L. Sion

O dia 25 de abril de 1999 foi muito especial para o ex-volante do Santos, Narciso. Nessa data, sua equipe venceu um de seus maiores rivais, o Corinthians, por 4 a 2, no estádio Urbano Caldeira, a Vila Belmiro. A partida foi válida pela 10ª rodada do Grupo 04 do Campeonato Paulista daquele ano e manteve o Santos na liderança do grupo com 20 pontos, 7 a mais que o Corinthians, então o 3º colocado.



Mais do que a vitória, Narciso lembra que o resultado teve um gosto diferente para o elenco santista. “Com certeza teve um sentimento de revanche, já que o Corinthians havia eliminado o Santos do Campeonato Brasileiro do ano anterior. Além disso, o time deles era muito bom e tinha jogadores técnicos como o Gamarra, o Sylvinho e o Marcelinho”.



Narciso, atual técnico do time sub 20 do Santos, teve uma ótima atuação na partida e marcou um belo gol, o quarto de seu time. No jornal A Gazeta Esportiva do dia seguinte, o então volante foi o protagonista de duas reportagens, sendo que o título de uma delas deixou claro a importância do jogador na vitória, de virada, do Santos. “Narciso foi o melhor do jogo e deixou sua marca”, escreveu o jornal, que ainda deu nota oito para Narciso.



Apesar desse elenco do Santos, que era comandado pelo técnico Émerson Leão, ter conquistado apenas a Copa Conmebol de 1998, Narciso lembra com muita satisfação dessa época. “Era um grupo muito unido, com uma amizade legal fora de campo e com vontade de vencer. Tinha uma mescla de jogadores jovens com outros mais experientes e o time era muito bem treinado pelo (Émerson) Leão”.



Atualmente, Narciso representa muito mais do que um ex-jogador do Santos, onde jogou 269 vezes entre 1994 e 1999, em sua primeira passagem, e 2003 e 2004 na segunda, tendo marcado quinze gols, sendo o último exatamente nessa partida em 1999. Ele é um exemplo de superação, já que conseguiu se recuperar de uma leucemia e voltou até mesmo a atuar profissionalmente.





Ficha Técnica



Santos 4 x 2 Corinthians


Santos: Zetti; Ânderson, Argel, Claudiomiro e Gustavo Nery; Marcos Assunção, Narciso, Jorginho e Rodrigo Fabri (Marcos Bazílio); Alessandro (Lúcio) e Rodrigão (Viola).

Técnico: Émerson Leão.



Corinthians: Nei; Rodrigo (Pingo), Nenê, Gamarra e Sylvinho; Amaral, Vampeta, Marcelinho e Ricardinho (Fernando); Edílson e Dinei.

Técnico: Evaristo de Macedo.



Árbitro: Flávio de Carvalho.

Local: estádio Urbano Caldeira, a Vila Belmiro.

Data: 25 de abril de 1999.

Renda e público: Não divulgados.

Gols: Gustavo Nery (4min do 1º tempo), Ricardinho (37min do 1º tempo), Dinei (16min do 2º tempo), Viola (19min do 2º tempo), Ânderson (30min do 2º tempo) e Narciso (40min do 2º tempo).

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Imortalizada, camisa 11 não entra em campo no Mogi Mirim

Por Vitor L. Sion

Desde o início do ano, os torcedores mais atentos do Mogi Mirim perceberam uma mudança quando o time entra em campo: a ausência da camisa 11. Isso porque a diretoria do clube decidiu imortalizar o número que o meia-atacante Rivaldo usava durante o período em que atuou pelo Mogi Mirim, entre 1992 e 1993.



Depois de 16 anos longe do clube, o jogador, que foi escolhido pela FIFA como o melhor do mundo de 1999 e disputou as Copas do Mundo de 1998 e 2002 pela Seleção Brasileira, assumiu este ano o Mogi Mirim na condição de presidente. No entanto, o vice-presidente Wilson Bonetti garante que a iniciativa partiu da própria diretoria. “Foi uma decisão nossa e não do Rivaldo. Foi uma maneira de homenagear o jogador que alcançou o ápice da profissão, que é ser o melhor jogador do mundo”.


Durante os anos em que Rivaldo jogou no Mogi Mirim, o clube foi uma das principais sensações do futebol paulista, com um time comandado pelo técnico Osvaldo Alvarez, o Vadão, que ficou conhecido como o “carrossel caipira”. Outros atletas dessa época, como o zagueiro Válber e o atacante Leto, também ficaram conhecidos posteriormente e jogaram em grandes equipes do futebol brasileiro. Para Vadão, a versatilidade dos jogadores era o grande segredo daquela equipe. “O carrossel consistia no jogador fazer mais de uma função no jogo. O Capone era zagueiro, mas fazia às vezes de volante, enquanto o Fernando fechava atrás e o Chiquinho passava para a meia. O Válber e o Rivaldo avançavam como atacantes e voltavam para armar”, explicou.



O gerente de futebol do Mogi Mirim, Cléber Américo da Conceição, o ex-zagueiro Clebão, jogou com Rivaldo no Palmeiras por cerca de dois anos, a partir de 1995, e considerou justa a homenagem. “Ele é merecedor pelo nível que atingiu no futebol e é uma atitude que reconhece que o Rivaldo é um ídolo eterno. Para mim, foi um privilégio jogar ao lado dele e, agora, trabalhar onde ele se projetou”.



Clebão também comenta sobre o cotidiano de trabalhar no Mogi Mirim, enquanto Rivaldo continua jogando no distante Uzbequistão. “Ele tem uma imagem muito vitoriosa, de uma pessoa transparente e de caráter. Temos uma grande responsabilidade de representá-lo”, completou.