* Texto originalmente publicado no site da Federação Paulista de Futebol no dia 02/09/2009
Por Vitor L. Sion
O dia 25 de abril de 1999 foi muito especial para o ex-volante do Santos, Narciso. Nessa data, sua equipe venceu um de seus maiores rivais, o Corinthians, por 4 a 2, no estádio Urbano Caldeira, a Vila Belmiro. A partida foi válida pela 10ª rodada do Grupo 04 do Campeonato Paulista daquele ano e manteve o Santos na liderança do grupo com 20 pontos, 7 a mais que o Corinthians, então o 3º colocado.
Mais do que a vitória, Narciso lembra que o resultado teve um gosto diferente para o elenco santista. “Com certeza teve um sentimento de revanche, já que o Corinthians havia eliminado o Santos do Campeonato Brasileiro do ano anterior. Além disso, o time deles era muito bom e tinha jogadores técnicos como o Gamarra, o Sylvinho e o Marcelinho”.
Narciso, atual técnico do time sub 20 do Santos, teve uma ótima atuação na partida e marcou um belo gol, o quarto de seu time. No jornal A Gazeta Esportiva do dia seguinte, o então volante foi o protagonista de duas reportagens, sendo que o título de uma delas deixou claro a importância do jogador na vitória, de virada, do Santos. “Narciso foi o melhor do jogo e deixou sua marca”, escreveu o jornal, que ainda deu nota oito para Narciso.
Apesar desse elenco do Santos, que era comandado pelo técnico Émerson Leão, ter conquistado apenas a Copa Conmebol de 1998, Narciso lembra com muita satisfação dessa época. “Era um grupo muito unido, com uma amizade legal fora de campo e com vontade de vencer. Tinha uma mescla de jogadores jovens com outros mais experientes e o time era muito bem treinado pelo (Émerson) Leão”.
Atualmente, Narciso representa muito mais do que um ex-jogador do Santos, onde jogou 269 vezes entre 1994 e 1999, em sua primeira passagem, e 2003 e 2004 na segunda, tendo marcado quinze gols, sendo o último exatamente nessa partida em 1999. Ele é um exemplo de superação, já que conseguiu se recuperar de uma leucemia e voltou até mesmo a atuar profissionalmente.
Ficha Técnica
Santos 4 x 2 Corinthians
Santos: Zetti; Ânderson, Argel, Claudiomiro e Gustavo Nery; Marcos Assunção, Narciso, Jorginho e Rodrigo Fabri (Marcos Bazílio); Alessandro (Lúcio) e Rodrigão (Viola).
Técnico: Émerson Leão.
Corinthians: Nei; Rodrigo (Pingo), Nenê, Gamarra e Sylvinho; Amaral, Vampeta, Marcelinho e Ricardinho (Fernando); Edílson e Dinei.
Técnico: Evaristo de Macedo.
Árbitro: Flávio de Carvalho.
Local: estádio Urbano Caldeira, a Vila Belmiro.
Data: 25 de abril de 1999.
Renda e público: Não divulgados.
Gols: Gustavo Nery (4min do 1º tempo), Ricardinho (37min do 1º tempo), Dinei (16min do 2º tempo), Viola (19min do 2º tempo), Ânderson (30min do 2º tempo) e Narciso (40min do 2º tempo).
domingo, 21 de fevereiro de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Imortalizada, camisa 11 não entra em campo no Mogi Mirim
Por Vitor L. Sion
Desde o início do ano, os torcedores mais atentos do Mogi Mirim perceberam uma mudança quando o time entra em campo: a ausência da camisa 11. Isso porque a diretoria do clube decidiu imortalizar o número que o meia-atacante Rivaldo usava durante o período em que atuou pelo Mogi Mirim, entre 1992 e 1993.
Depois de 16 anos longe do clube, o jogador, que foi escolhido pela FIFA como o melhor do mundo de 1999 e disputou as Copas do Mundo de 1998 e 2002 pela Seleção Brasileira, assumiu este ano o Mogi Mirim na condição de presidente. No entanto, o vice-presidente Wilson Bonetti garante que a iniciativa partiu da própria diretoria. “Foi uma decisão nossa e não do Rivaldo. Foi uma maneira de homenagear o jogador que alcançou o ápice da profissão, que é ser o melhor jogador do mundo”.
Durante os anos em que Rivaldo jogou no Mogi Mirim, o clube foi uma das principais sensações do futebol paulista, com um time comandado pelo técnico Osvaldo Alvarez, o Vadão, que ficou conhecido como o “carrossel caipira”. Outros atletas dessa época, como o zagueiro Válber e o atacante Leto, também ficaram conhecidos posteriormente e jogaram em grandes equipes do futebol brasileiro. Para Vadão, a versatilidade dos jogadores era o grande segredo daquela equipe. “O carrossel consistia no jogador fazer mais de uma função no jogo. O Capone era zagueiro, mas fazia às vezes de volante, enquanto o Fernando fechava atrás e o Chiquinho passava para a meia. O Válber e o Rivaldo avançavam como atacantes e voltavam para armar”, explicou.
O gerente de futebol do Mogi Mirim, Cléber Américo da Conceição, o ex-zagueiro Clebão, jogou com Rivaldo no Palmeiras por cerca de dois anos, a partir de 1995, e considerou justa a homenagem. “Ele é merecedor pelo nível que atingiu no futebol e é uma atitude que reconhece que o Rivaldo é um ídolo eterno. Para mim, foi um privilégio jogar ao lado dele e, agora, trabalhar onde ele se projetou”.
Clebão também comenta sobre o cotidiano de trabalhar no Mogi Mirim, enquanto Rivaldo continua jogando no distante Uzbequistão. “Ele tem uma imagem muito vitoriosa, de uma pessoa transparente e de caráter. Temos uma grande responsabilidade de representá-lo”, completou.
Desde o início do ano, os torcedores mais atentos do Mogi Mirim perceberam uma mudança quando o time entra em campo: a ausência da camisa 11. Isso porque a diretoria do clube decidiu imortalizar o número que o meia-atacante Rivaldo usava durante o período em que atuou pelo Mogi Mirim, entre 1992 e 1993.
Depois de 16 anos longe do clube, o jogador, que foi escolhido pela FIFA como o melhor do mundo de 1999 e disputou as Copas do Mundo de 1998 e 2002 pela Seleção Brasileira, assumiu este ano o Mogi Mirim na condição de presidente. No entanto, o vice-presidente Wilson Bonetti garante que a iniciativa partiu da própria diretoria. “Foi uma decisão nossa e não do Rivaldo. Foi uma maneira de homenagear o jogador que alcançou o ápice da profissão, que é ser o melhor jogador do mundo”.
Durante os anos em que Rivaldo jogou no Mogi Mirim, o clube foi uma das principais sensações do futebol paulista, com um time comandado pelo técnico Osvaldo Alvarez, o Vadão, que ficou conhecido como o “carrossel caipira”. Outros atletas dessa época, como o zagueiro Válber e o atacante Leto, também ficaram conhecidos posteriormente e jogaram em grandes equipes do futebol brasileiro. Para Vadão, a versatilidade dos jogadores era o grande segredo daquela equipe. “O carrossel consistia no jogador fazer mais de uma função no jogo. O Capone era zagueiro, mas fazia às vezes de volante, enquanto o Fernando fechava atrás e o Chiquinho passava para a meia. O Válber e o Rivaldo avançavam como atacantes e voltavam para armar”, explicou.
O gerente de futebol do Mogi Mirim, Cléber Américo da Conceição, o ex-zagueiro Clebão, jogou com Rivaldo no Palmeiras por cerca de dois anos, a partir de 1995, e considerou justa a homenagem. “Ele é merecedor pelo nível que atingiu no futebol e é uma atitude que reconhece que o Rivaldo é um ídolo eterno. Para mim, foi um privilégio jogar ao lado dele e, agora, trabalhar onde ele se projetou”.
Clebão também comenta sobre o cotidiano de trabalhar no Mogi Mirim, enquanto Rivaldo continua jogando no distante Uzbequistão. “Ele tem uma imagem muito vitoriosa, de uma pessoa transparente e de caráter. Temos uma grande responsabilidade de representá-lo”, completou.
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