Por Vitor L. Sion
Desde o início do ano, os torcedores mais atentos do Mogi Mirim perceberam uma mudança quando o time entra em campo: a ausência da camisa 11. Isso porque a diretoria do clube decidiu imortalizar o número que o meia-atacante Rivaldo usava durante o período em que atuou pelo Mogi Mirim, entre 1992 e 1993.
Depois de 16 anos longe do clube, o jogador, que foi escolhido pela FIFA como o melhor do mundo de 1999 e disputou as Copas do Mundo de 1998 e 2002 pela Seleção Brasileira, assumiu este ano o Mogi Mirim na condição de presidente. No entanto, o vice-presidente Wilson Bonetti garante que a iniciativa partiu da própria diretoria. “Foi uma decisão nossa e não do Rivaldo. Foi uma maneira de homenagear o jogador que alcançou o ápice da profissão, que é ser o melhor jogador do mundo”.
Durante os anos em que Rivaldo jogou no Mogi Mirim, o clube foi uma das principais sensações do futebol paulista, com um time comandado pelo técnico Osvaldo Alvarez, o Vadão, que ficou conhecido como o “carrossel caipira”. Outros atletas dessa época, como o zagueiro Válber e o atacante Leto, também ficaram conhecidos posteriormente e jogaram em grandes equipes do futebol brasileiro. Para Vadão, a versatilidade dos jogadores era o grande segredo daquela equipe. “O carrossel consistia no jogador fazer mais de uma função no jogo. O Capone era zagueiro, mas fazia às vezes de volante, enquanto o Fernando fechava atrás e o Chiquinho passava para a meia. O Válber e o Rivaldo avançavam como atacantes e voltavam para armar”, explicou.
O gerente de futebol do Mogi Mirim, Cléber Américo da Conceição, o ex-zagueiro Clebão, jogou com Rivaldo no Palmeiras por cerca de dois anos, a partir de 1995, e considerou justa a homenagem. “Ele é merecedor pelo nível que atingiu no futebol e é uma atitude que reconhece que o Rivaldo é um ídolo eterno. Para mim, foi um privilégio jogar ao lado dele e, agora, trabalhar onde ele se projetou”.
Clebão também comenta sobre o cotidiano de trabalhar no Mogi Mirim, enquanto Rivaldo continua jogando no distante Uzbequistão. “Ele tem uma imagem muito vitoriosa, de uma pessoa transparente e de caráter. Temos uma grande responsabilidade de representá-lo”, completou.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
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